TRAÇOS DE MEMÓRIA: O DESENHO COMO INSTRUMENTO DE PERTENCIMENTO DE TERRITORIALIDADE
Desenho. Memória. Pertencimento. Territorialidade.
A pesquisa “Traços da Memória” investiga o desenho como linguagem simbólica na expressão de memórias, pertencimento e territorialidade de adolescentes do 9º ano, considerando narrativas do Rio Corrente, carrancas e Nego d’Água. Como objetivo, procurou analisar como o desenho, compreendido como linguagem simbólica e instrumento narrativo, contribui para a construção do sentimento de pertencimento, da identidade cultural e da expressão das memórias de cinco adolescentes do 9º ano do Centro Educacional Ivani Neri Bueno Marques, a partir das representações do Rio Corrente e das narrativas culturais locais, especialmente das carrancas e do Nego d’Água. Como problema da pesquisa foi verificar como os adolescentes de 13 e 14 anos percebem e representam, por meio do desenho, seu sentimento de pertencimento ao Rio Corrente e às histórias que fazem parte da memória de Santa Maria da Vitória? A abordagem é qualitativa e exploratória, com oficinas de desenho, rodas de conversas e análise das produções. Sustenta-se em autores como Vygotsky (1998), Derdyk (1989), Halbwachs (1990), Bardin (2011) e outros. Espera-se valorizar memórias locais e fortalecer o pertencimento territorial dos estudantes e contribuir para que a educação considere o desenho como importante ferramenta de aprendizagem.