Banca de QUALIFICAÇÃO: BRUNA PEREGRINO DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRUNA PEREGRINO DE SOUZA
DATA : 04/03/2024
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO:

ISOLAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS COM POTENCIAL PROBIÓTICO EM FRUTOS DO CERRADO


PALAVRAS-CHAVES:

Microrganismos funcionais; bactérias ácido-láticas; probiótico; biotecnologia ambiental


PÁGINAS: 20
RESUMO:

Os frutos disponíveis na região do Cerrado ainda são pouco explorados, mesmo apresentando potencial para a exploração econômica devido à singularidade associada ao bioma. As superfícies e tecidos internos dos frutos apresentam diferentes microrganismos, como por exemplo, as Bactérias Ácido-Láticas (BAL’s), as quais podem ser utilizadas pela indústria para ação probiótica, no que tange ao desenvolvimento de produtos alimentícios. O estudo possui o objetivo de isolar bactérias provenientes de frutos nativos do Cerrado - a lobeira (Solanum Lycocarpum) e o maracujá do mato (Passiflora Cincinnata) - visando identificar o potencial probiótico desses isolados para aplicação na indústria de alimentos. Para isso, folhas e flores das duas espécies foram coletadas para a herbolorização, e os frutos foram coletados e processados. Os extratos foram submetidos à fermentação espontânea por períodos de 0, 3, 6, 9 e 12 dias à 25ºC. As amostras analisadas foram: extrato do fruto recém coletado (RC); extrato do fruto 3 dias pós coletado (PC); extrato do fruto com 6 dias (F1); 9 dias (F2); e 12 dias de fermentação (F3). As amostras foram diluídas em séries e, cada série, então plaqueadas em meio Man, Rogosa e Sharpe e ágar (MRS-ágar) à 37ºC por 72h. Após esse período, procedeu-se a contagem das colônias com contador digital. O teste de catalase (contato da colônia com peróxido de hidrogênio a 3%) e o teste de coloração de Gram, observando características como cor, brilho e forma das colônias, foram usados para caracterização das colônias isoladas. Já os testes de coagulase, gelatinase, DNAse e resistência ao baixo pH foram realizados para a verificação do potencial probiótico das colônias. Como resultados, a lobeira foi identificada sendo da família Solanaceae, gênero Solanum; e espécie: Solanum lycocarpum A. St. -Hil. O maracujá do mato foi identificado sendo da família Passifloraceae; gênero Passiflora; e espécie Passiflora cincinnata Mast. Todas as colônias foram identificadas como brancas, opacas e com forma de bacilos. Foram quantificadas 159.200 UFC/g de fruto de lobeira e 236.000 UFC/g de fruto de maracujá do mato. Desse total, a partir da caracterização morfológica, 34 isolados catalase negativos e Gram positivos foram identificados às amostras de lobeira (correspondendo a PC, F2 e F3) e 6 isolados, com essas mesmas características, foram identificados para as amostras de maracujá do mato (correspondendo a F1 e F2). Para a caracterização bioquímica, 5 isolados foram identificados sendo: coagulase, gelatinase e DNAse negativos, e resistentes ao baixo pH, sendo 3 da lobeira e 2 do maracujá do mato. Assim, os isolados são presumidamente identificados como bactérias ácido-láticas devido ao êxito nos testes de avaliação dos critérios de segurança abordados pela Anvisa (2021), sendo necessário a realização de outros testes que validem a comprovação com a finalidade principal de empregálas em aplicações alimentares.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3061477 - AURIZANGELA OLIVEIRA DE SOUSA
Interna - 1741202 - ANA MARIA MAPELI
Interna - 1856851 - KATYUSCYA VELOSO LEAO
Externa à Instituição - ANA CAROLINA DOS SANTOS GONÇALVES
Notícia cadastrada em: 26/02/2024 08:13
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