ESTUDO FENOLÓGICO E FISIOLÓGICO DE CULTIVARES DE CACAU EM SISTEMA AGROFLORESTAL NO DOMÍNIO MORFOCLIMÁTICO DO CERRADO
sazonalidade; adaptação edafoclimática; crescimento vegetativo; pigmentos fotossintéticos; carboidratos solúveis.
A expansão da cacauicultura para áreas não tradicionais, como o Cerrado brasileiro, representa uma alternativa promissora para diversificação da produção agrícola, especialmente quando associada a sistemas agroflorestais (SAFs). Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar o desenvolvimento fenológico e fisiológico de quatro cultivares de cacau (Theobroma cacao L.) (CP2204, CCN51, PS1319 e CP2176) cultivadas em sistema agroflorestal no Oeste da Bahia, visando compreender sua adaptação às condições edafoclimáticas do Cerrado. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com avaliações mensais entre junho de 2025 e março de 2026. Foram analisados parâmetros de crescimento, fenologia vegetativa e reprodutiva, área foliar, biomassa fresca e seca, pigmentos fotossintéticos, carboidratos solúveis e atividade fisiológica das plantas. Os resultados demonstraram influência da sazonalidade sobre o crescimento e o comportamento fisiológico das cultivares, com melhor desempenho durante o período chuvoso, refletido pelo aumento da altura, diâmetro do caule, lançamento foliar, floração, biomassa e teores de clorofilas. As cultivares CP2204 e CP2176 apresentaram maior crescimento vegetativo e melhor desempenho fenológico em comparação às demais, evidenciando maior potencial de adaptação às condições do Cerrado. As variações observadas nos teores de açúcares e pigmentos fotossintéticos indicaram mecanismos fisiológicos associados à resposta ao estresse ambiental, especialmente durante o período seco. De modo geral, os resultados evidenciam que a combinação entre sistemas agroflorestais e cultivares geneticamente adaptadas favorece o estabelecimento do cacaueiro em ambientes de Cerrado, contribuindo para a diversificação produtiva e para o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis na região Oeste da Bahia.