Banca de DEFESA: MIKAELLE DE CASTRO CABRAL

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MIKAELLE DE CASTRO CABRAL
DATA : 19/01/2018
HORA: 14:00
LOCAL: a definir
TÍTULO:

LEVANTAMENTO DE CULICÍDEOS (DIPTERA, CULICIDAE) EM ÁREA RURAL-URBANA NO OESTE DA BAHIA (BRASIL)


PALAVRAS-CHAVES:

insetos vetores; mosquitos; sazonalidade.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

As transformações ocorridas no Bioma Cerrado, através do agronegócio e da ocupação desordenada, têm provocado grandes alterações no ambiente, tais como: a fragmentação de habitats, extinção da biodiversidade, invasão de espécies exóticas, poluição de aquíferos, degradação de ecossistemas, entre outras. O surgimento destes ambientes alterados pode influenciar a dinâmica populacional de muitas espécies de culicídeos, colocando a população humana em contato com agentes patogênicos transmitidos por esses insetos. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo estudar a fauna de culicídeos em área periurbana próxima ao Rio de Ondas (Bacia do Rio São Francisco, Barreiras, Bahia) através da utilização de armadilha de Shannon. As coletas foram realizadas quinzenalmente, de julho/2016 a junho/2017, totalizando 130 horas. O pôr do sol foi utilizado para determinação do início e fim de cada intervalo de coleta, sendo 1he30min pré e 3h30min pós-crepuscular. Cada intervalo foi fracionado em períodos de 30 minutos. No presente trabalho, durante os 12 meses, foram coletados 4.184 culicídeos, sendo 96,28% fêmeas e 3,22% machos, distribuídos em 7 tribos, 11 gêneros e 36 espécies. As subfamílias Anophelinae e Culicinae foram representadas respectivamente por 0,09% e 99,91% de espécimes capturados. A tribo Aedini (83,53%) foi a mais abundante, tendo sido identificadas 13 espécies. Em segundo foi à tribo Culicini (15,17%), representada principalmente por Culex (Culex) nigripalpus. Em sequência vieram as tribos Mansoniini (0,62%), Uranotaeniini (0,35%), Sabethini (0,19%) e por último a tribo com a menor abundância, Aedeomyiini (0,02%), com apenas um único exemplar capturado. As espécies com maior número de indivíduos foram Aedes (Ochlerotatus) grupo scapularis (38,61%), Psorophora (Janthinosoma) varipes/albigenu (21,31%) Psorophora (Janthinosoma) ferox (14,34%). Espécies de aedini foram mais abundantes na estação chuvosa, o que permitiu determinar padrões de ocorrência sazonal. Os intervalos com maior frequência de espécimes foram o intervalo 1 (pré crepuscular) e os intervalos 4 e 5 (pós crepuscular). O mês com a maior abundância de culicídeos foi março, seguido de dezembro e novembro, enquanto que os meses de julho a setembro tiveram baixo número de exemplares coletados, devido à ausência de chuva na região (estação seca) e, consequentemente, diminuição de criadouros. Durante a estação chuvosa o número de exemplares aumentou notavelmente, bem como o número de espécies. A presença de algumas espécies que podem atuar na transmissão de arboviroses, bactérias ou protozoários, tais como Aedes grupo scapularis, Aedes albopictus, Aedes aegypti, Culex nigripalpus, Culex quinquefasciatus, Culex coronator; Mansonia titillans, Psorophora ferox deixa evidente certos riscos à saúde da população no entorno da área. Destaque também para os gêneros Sabethes e Haemagogus por incluírem espécies transmissoras do vírus da febre amarela (ciclo silvestre) e por terem sido encontrados em área periurbana.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1652465 - DANIELA CRISTINA CALADO
Externo ao Programa - 2266785 - ANA ELIZABETE LOPES RIBEIRO
Externo à Instituição - Agda Alves da Rocha - UFOB
Notícia cadastrada em: 06/07/2018 10:15
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