MICROPROPAGAÇÃO EXPONENCIAL DE PLANTAS DE BABOSA (Aloe vera (L.) Burm.f) EM ESCALA INDUSTRIAL
Aloe vera; micropropagação; BAP; concentração; explantes; cultivo de tecidos; Multiplicação
Aloe vera, a popular babosa ou aloés, é conhecida por suas inúmeras propriedades terapêuticas em diversas aplicações médicas, cosméticas, homeopáticas e nutricionais. A micropropagação, entre outras técnicas da cultura de tecidos de plantas, tem proporcionado a obtenção de um grande número de plantas com elevado nível qualitativo. Nesse sentido, esse trabaho teve como objetivo avaliar um protocolo eficiente para a micropropagação de Aloe vera L. O experimento foi conduzido no Laboratório de Cultura de Tecidos de Plantas, da empresa Elite Biotech em parceria com a Universidade Federal do Oeste da Bahia, localizado na cidade de Barreiras, região oeste da Bahia. Como material vegetal foram utilizadoas explantes de babosa, provenientes de brotações laterais e meristemas apicais retirados da planta mãe. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, e os dados do experimento foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste F e Tukey a 5% de probabilidade. A concentração de BAP teve um impacto significativo na taxa de multiplicação de atuação a partir dos explantes. À medida que houve o aumento da concentração de BAP de 2,0 mg L-1 para 3,0 mg L-1, a taxa de multiplicação também aumentou consideravelmente, de 73% para 91%, e com o aumento da concentração de BAP para 4,0 mg L-1, a taxa de multiplicação diminuiu para 80%. Ao final de 4 meses foi obtido um total de 6250 explantes sob efeito de diferentes concentrações de BAP. O resultado da ANOVA indicou diferenças significativas entre as concentrações de BAP (valor p < 0,001), e no teste de Tukey, a diferença média entre 2,0 mg L-1 e 3,0 mg L-1 de BAP foi estatisticamente significativa (p < 0,05). Concluindo-se que, a concentração ideal de BAP para a multiplicação de produção é 3,0 mg L-1.