Banca de QUALIFICAÇÃO: DEBORA DA SILVA ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DEBORA DA SILVA ALVES
DATA : 20/08/2024
HORA: 14:30
LOCAL: meet.google.com/twq-pbfk-cuc.
TÍTULO:

POTENCIAL DE COLETA DE SEMENTES NATIVAS DO CERRADO EM COMUNIDADES RURAIS, DO EXTREMO OESTE BAIANO, PARA FOMENTAR CADEIA DA RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA


PALAVRAS-CHAVES:

O Cerrado, com sua vegetação típica, rico em diversidade de flora, fauna e recursos
hídricos, cobrindo 23% do território brasileiro, é considerado um hotspot de
biodiversidade. Ainda é centro da expansão agrícola e de ações antrópicas que vêm
ao longo dos anos causando impactos ambientais de modo que ações e leis
preveem a recuperação das áreas degradadas do Cerrado. Para alcançar esses
objetivos, a cadeia de restauração tem sido fortalecida com desenvolvimento de
metodologias de restauração, envolvimento das comunidades e do terceiro setor. O
principal insumo para viabilizar as metodologias de restauração são as sementes
nativas do Cerrado que são coletadas por moradores de comunidades tradicionais,
rurais e assentamentos de reforma agrária. Assim, o objetivo dessa pesquisa será
apresentar o potencial médio de coleta individual para coletores de sementes nativas
do Cerrado, juntamente com a diversidade e o alcance de coleta, nas circunstâncias
do extremo Oeste da Bahia. Os dados serão obtidos junto aos coletores da
comunidade rural do Julião e Sítio do Rio Grande e no assentamento Rio de Ondas,
localizadas no extremo Oeste da Bahia. Serão realizadas entrevistas
semiestruturadas, para traçar o perfil socioeconômico dos coletores e aplicar a
técnica de lista livre para conhecer as espécies de sementes nativas coletadas, bem
como os critérios de preferências de coleta. Ainda será realizada uma oficina de
mapeamento participativo para identificar as principais áreas de coleta de sementes
nativas. Após essa etapa, amostras vegetativas e reprodutivas das espécies
vegatais serão coletadas, para posterior identificação, e as áreas de coleta
georreferenciadas. Para tanto, será aplicada a técnica de Turnê Guiada, com
informantes entrevistados. As principais áreas de coleta serão classificadas
segundo suas fitofisionomias, norteadas pela literatura. As matrizes serão avaliadas
quanto ao Diâmetro na Altura do Peito (DAP) e a altura. Serão coletados frutos de
10 matrizes de cada espécie das 20 mais citadas para análise de massa fresca,
seca, altura e diâmetro dos frutos, em milímetros, utilizando um paquímetro ou fita
métrica. Todas as sementes serão contabilizadas por frutos; após a obtenção das
sementes será determinada a curva de embebição. Para identificar as espécies
preferidas pelas comunidades, as listas livres serão avaliadas com a utilização do
programa Anthropac. Os dados coletados nas oficinas de mapeamento participativo
serão analisados de forma qualitativa exploratória, para posterior confecção de um
mapa diagramado. Para entender a influência das variáveis socioeconômicas, como
gênero, idade, grau de escolaridade e tempo de coleta sobre o número de espécies
coletadas e áreas visitadas, será realizada uma análise de variância, utilizando o
teste de Kruskal-Wallis. As informações ecológicas das espécies serão dispostas em
tabela e ordenadas conforme o maior número de citações e realizado um
comparativo com a literatura das espécies indicadas para a restauração ecológica.
Para os dados de biometria de plantas e frutos, serão determinadas médias e desvio
padrão. Espera-se que a pesquisa contribua com dados para os implementadores
de restauração ecológica, evidenciando o papel imprescindível das coletas de
sementes realizadas por comunidades locais sendo esta atividade também uma
oportunidade de renda alternativa e uso sustentável das espécies do Cerrado.
Palavras chaves: serviços ecossistêmicos, renda alternativa, cerrado


PÁGINAS: 26
RESUMO:

O Cerrado, com sua vegetação típica, rico em diversidade de flora, fauna e recursos
hídricos, cobrindo 23% do território brasileiro, é considerado um hotspot de
biodiversidade. Ainda é centro da expansão agrícola e de ações antrópicas que vêm
ao longo dos anos causando impactos ambientais de modo que ações e leis
preveem a recuperação das áreas degradadas do Cerrado. Para alcançar esses
objetivos, a cadeia de restauração tem sido fortalecida com desenvolvimento de
metodologias de restauração, envolvimento das comunidades e do terceiro setor. O
principal insumo para viabilizar as metodologias de restauração são as sementes
nativas do Cerrado que são coletadas por moradores de comunidades tradicionais,
rurais e assentamentos de reforma agrária. Assim, o objetivo dessa pesquisa será
apresentar o potencial médio de coleta individual para coletores de sementes nativas
do Cerrado, juntamente com a diversidade e o alcance de coleta, nas circunstâncias
do extremo Oeste da Bahia. Os dados serão obtidos junto aos coletores da
comunidade rural do Julião e Sítio do Rio Grande e no assentamento Rio de Ondas,
localizadas no extremo Oeste da Bahia. Serão realizadas entrevistas
semiestruturadas, para traçar o perfil socioeconômico dos coletores e aplicar a
técnica de lista livre para conhecer as espécies de sementes nativas coletadas, bem
como os critérios de preferências de coleta. Ainda será realizada uma oficina de
mapeamento participativo para identificar as principais áreas de coleta de sementes
nativas. Após essa etapa, amostras vegetativas e reprodutivas das espécies
vegatais serão coletadas, para posterior identificação, e as áreas de coleta
georreferenciadas. Para tanto, será aplicada a técnica de Turnê Guiada, com
informantes entrevistados. As principais áreas de coleta serão classificadas
segundo suas fitofisionomias, norteadas pela literatura. As matrizes serão avaliadas
quanto ao Diâmetro na Altura do Peito (DAP) e a altura. Serão coletados frutos de
10 matrizes de cada espécie das 20 mais citadas para análise de massa fresca,
seca, altura e diâmetro dos frutos, em milímetros, utilizando um paquímetro ou fita
métrica. Todas as sementes serão contabilizadas por frutos; após a obtenção das
sementes será determinada a curva de embebição. Para identificar as espécies
preferidas pelas comunidades, as listas livres serão avaliadas com a utilização do
programa Anthropac. Os dados coletados nas oficinas de mapeamento participativo
serão analisados de forma qualitativa exploratória, para posterior confecção de um
mapa diagramado. Para entender a influência das variáveis socioeconômicas, como
gênero, idade, grau de escolaridade e tempo de coleta sobre o número de espécies
coletadas e áreas visitadas, será realizada uma análise de variância, utilizando o
teste de Kruskal-Wallis. As informações ecológicas das espécies serão dispostas em
tabela e ordenadas conforme o maior número de citações e realizado um
comparativo com a literatura das espécies indicadas para a restauração ecológica.
Para os dados de biometria de plantas e frutos, serão determinadas médias e desvio
padrão. Espera-se que a pesquisa contribua com dados para os implementadores
de restauração ecológica, evidenciando o papel imprescindível das coletas de
sementes realizadas por comunidades locais sendo esta atividade também uma
oportunidade de renda alternativa e uso sustentável das espécies do Cerrado.
Palavras chaves: serviços ecossistêmicos, renda alternativa, cerrado


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANABELE STEFÂNIA GOMES - UnB
Presidente - 1741202 - ANA MARIA MAPELI
Externo à Instituição - JOSÉ RIBAMAR SOUSA JÚNIOR - UFPI
Externo ao Programa - 1207764 - RAFAEL DA CONCEICAO SIMOES - null
Notícia cadastrada em: 24/07/2024 15:28
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