Banca de DEFESA: AMANDA TEIXEIRA ITALIANO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA TEIXEIRA ITALIANO DA SILVA
DATA : 09/07/2026
HORA: 17:00
LOCAL: Auditório do CRAd
TÍTULO:

Atuação da sazonalidade climática do Cerrado nos padrões fenológicos e nos teores de carboidratos em duas espécies de Apocynaceae.


PALAVRAS-CHAVES:

crescimento vegetativo; desenvolvimento reprodutivo; pereiro-do-campo; tiborna-do-cerrado; pigmentos fotossintéticos; carboidratos solúveis.


PÁGINAS: 71
RESUMO:

A capacidade das plantas de responder às variações ambientais está diretamente relacionada à influência de fatores bióticos e abióticos que regulam a atividade fotossintética. Nesse contexto, a fenologia constitui uma importante ferramenta para a compreensão dos padrões de desenvolvimento das espécies, pois permite avaliar as respostas às oscilações sazonais do ambiente, especialmente em biomas com marcante sazonalidade climática, como o Cerrado. Assim, o estudo teve como objetivo avaliar a relação entre a fenologia e a dinâmica fisiológica de Aspidosperma tomentosum Mart. & Zucc. (pereiro-do-campo) e Himatanthus obovatus (Müll.Arg.) Woodson (tiborna-do-cerrado), com ênfase na produção de pigmentos fotossintéticos e acúmulo de carboidratos solúveis, ao longo das estações seca e chuvosa. O estudo foi conduzido na Serra da Bandeira (Barreiras – BA), considerando 20 espécimes de cada uma das espécies que foram monitorados mensalmente quanto às fenofases vegetativas (brotação, senescência, abscisão e maturação foliar) e reprodutivas (floração e frutificação). Adicionalmente, amostras de folhas maduras foram coletadas para quantificação de pigmentos fotossintéticos (clorofilas a, b, total e carotenoides) e carboidratos solúveis. Os resultados demonstraram que os padrões fenológicos e os teores de pigmentos fotossintéticos de das espécies foram fortemente influenciados pela sazonalidade do Cerrado. Em A. tomentosum, a senescência e abscisão foliar foi acentuada ao final da estação seca, seguida por intensa brotação com o início das chuvas. A espécie não apresentou atividade reprodutiva durante o período analisado, indicando um padrão fenológico supra-anual. Os teores de clorofila a variaram com valores mais elevados nos meses com maior precipitação e umidade relativa do ar, e reduções nos períodos caracterizados por elevada radiação solar. Os teores de açúcares solúveis totais e não-redutores apresentaram acúmulo na seca, sugerindo uma estratégia de armazenamento energético em resposta ao déficit hídrico. Por sua vez, os maiores níveis de açúcares redutores observados na estação chuvosa podem estar relacionados ao suporte da rebrota, à dinâmica fonte-dreno e aos mecanismos de ajuste metabólico. Já H. obovatus apresentou brotação antecipada com floração predominante na chuva e frutificação na seca. Quanto aos pigmentos, carotenoides, acompanharam a maior incidência de folhas maduras e a variação ambiental, refletindo a adaptação fisiológica da espécie às condições sazonais. Os teores de açúcares solúveis totais e não-redutores foram influenciados pela seca e intensa luminosidade; já os níveis de açúcares redutores foram determinantes para o pico de floração. Assim, é possível perceber que as variações fenológicas e fisiológicas de A. tomentosum e H. obovatus evidenciam a influência direta de fatores climáticos na dinâmica vegetativa e fotossintética dessas espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1741202 - ANA MARIA MAPELI
Interna - 1741164 - LUCIANA LUCAS MACHADO
Externa ao Programa - 1733651 - ANDREIA BARRONCAS DE OLIVEIRA - UFOBExterno ao Programa - 1207764 - RAFAEL DA CONCEICAO SIMOES - UFOB
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 13:22
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