Qualidade microbiológica da água para consumo humano na macrorregião Oeste da Bahia: uma análise
da água distribuída por sistemas de abastecimento a partir de dados do VIGIÁGUA
SISAGUA, coliformes totais, padrão de potabilidade.
No Brasil, o padrão de potabilidade estabelece a ausência de coliformes totais como critério para consumo seguro da água. Nesse sentido, dados de monitoramento deste parâmetro são disponibilizados pelo SISAGUA a fim de elevar o consumo seguro da água distribuída nos municípios. Nesse contexto, este estudo buscou avaliar a qualidade microbiológica da água distribuída por Sistemas de Abastecimento no Núcleo Regional de Saúde Oeste da Bahia, em 2024, abrangendo as regiões de Barreiras, Santa Maria da Vitória e Ibotirama, e
analisando, além da presença/ausência de coliformes totais, sua cobertura analítica. Foram avaliadas 3.614 amostras, das quais 98,53% contemplaram a análise de coliformes totais. Em termos de potabilidade, nenhuma região atingiu conformidade total. Barreiras apresentou 87,63% de amostras compatíveis, Santa Maria da Vitória registrou 90,60%, configurando o melhor desempenho relativo, enquanto Ibotirama apresentou 66,46%, representando o cenário mais crítico. Observou-se influência significativa do grau de urbanização e da cobertura por sistemas de abastecimento, com melhores resultados nas áreas urbanas e maior vulnerabilidade nas zonas rurais. A análise temporal indicou um padrão sazonal, com maiores percentuais de potabilidade entre maio e setembro (período seco) e aumento das inconformidades no período chuvoso. Ademais, constatou-se que, apesar da elevada cobertura analítica, persistem desigualdades regionais na qualidade da água, reforçando a necessidade de ampliação do monitoramento e do fortalecimento das ações de controle, especialmente em áreas mais vulneráveis (âmbito rural).